O Brasil e o mundo acordaram hoje sob o signo da "contenção de danos". De Omã ao STF, o que vemos é uma tentativa desesperada de manter as aparas no lugar antes que o incêndio se alastre. Vamos aos fatos, sem anestesia.
1. Geopolítica: O Cachimbo da Paz
Após semanas batendo tambores de guerra, EUA e Irã sentaram à mesa em Omã. O recado é claro: ninguém quer a conta de uma guerra direta agora, especialmente a Casa Branca em ano de definições. Mas não se enganem, o aperto de mãos em Muscat é mais um movimento de sobrevivência do que de amizade. Estão negociando para não explodirem o posto de gasolina global, enquanto o mundo assiste com a mão no bolso.
2. STF e a Farra dos Penduricalhos
A Suprema Corte finalmente marcou para 25 de fevereiro o julgamento sobre os mimos extras ao funcionalismo. Flávio Dino botou o dedo na ferida, e agora a Corte terá que decidir se mantém o rigor fiscal ou se cede ao lobby das castas do serviço público. É o clássico embate brasileiro: o interesse do Estado contra o privilégio do servidor "VIP". O Brasil real espera que o STF não transforme o "penduricalho" em regra.
3. TCU: O Banco Master e a Sapucaí
O Tribunal de Contas da União está com a lupa afiada.
No Banco Central: A auditoria sobre a liquidação do Banco Master terminou. O que tem nesses documentos? Se o TCU encontrou "fumaça", o fogo no mercado financeiro será alto. Transparência em liquidações bancárias é o mínimo que se espera para evitar o efeito dominó.
No Samba: Por outro lado, o TCU lavou as mãos sobre os repasses para a Acadêmicos de Niterói. A cautelar foi negada. O dinheiro público vai desfilar na Sapucaí. Para uns, cultura e fomento; para os críticos, uma prioridade invertida enquanto falta o básico na ponta do serviço público.
4. Racismo em Ipanema: A Conta Chegou
A justiça do Rio deu um basta na impunidade turística. A advogada argentina Agostina Paez dorme na cadeia. Ofender funcionários em Ipanema com injúrias raciais não é "mal-entendido", é crime. A prisão preventiva decreta que o Brasil, embora lento em muitas frentes, não é mais um "playground" para o preconceito importado.
O dia revela um sistema tentando se auto-regular. Das tensões nucleares no Oriente Médio ao controle de gastos e combate ao preconceito no Brasil, a corda está esticada. Resta saber quem vai soltar a ponta primeiro.
Em destaque: O julgamento de 25 de fevereiro no STF será o termômetro moral da economia brasileira para 2026. Olhos abertos.
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