Não há uma definição sobre as candidaturas majoritárias no DF? É uma pergunta pertinente, mas posso pretensiosamente afirmar que existem algumas quase definidas. Pode até ser que eu esteja totalmente errado em minhas afirmações, mas para alguns grupos políticos que aguardam ávidos por um direcionamento mais palpável, as coisas não andam no rumo da aguardada definição. Como cientista político já vejo uma eleição com grande prejuízo para alguns desses grupos, muito pelo atraso no cronograma das pré-campanhas no DF, somada as vaidades partidárias e ao extremo e péssimo hábito de lançar "candidatura fake" em busca de convites vantajosos.

Do lado canhoto do Distrito Federal, liderado pelo PT, temos o grande exemplo dos que ainda estão patinando na decisão de terem ou não uma candidatura própria ao Palácio do Buriti. Aliança? O PV mandou avisar ao PT que Leandro Grass está disponível, mas o PSB mostra também os atributos de Rafael Parente. Nem precisamos nos aprofundar nos nomes citados para vermos que seria uma chapa abaixo de uma qualificação modesta! Muitos se ofereceram ao PT e até mesmo lançaram suas candidaturas para forçar um convite para ser vice em uma certa chapa, de um certo senador!

O PV olha para a vitrine do Senador Reguffe quase lambendo os lábios, e dizem que as negociações andam bem intensas, mas uma articulação com quem já se ofereceu ao PT não é vista como uma boa saída para o senador. José Antônio Reguffe (União Brasil), é tido como o principal nome para combater nas urnas o atual governador do DF, mas no campo ideológico Reguffe está cada vez mais distante da visão canhota extremista, até mesmo se posicionando, mais ao centro.  

O senador vem como uma opção de terceira via, pois o atual mandatário do DF já ocupa a vaga entre a turma que irá votar com a ala convergente de direita, restando para a esquerda contar com a possível candidatura de Leila Barros (PDT). Mesmo sendo um homem humilde, involuntariamente o senador deixará apenas migalhas para o lado canhoto da capital. Reguffe é visto como o homem que poderá transitar entre eleitores insatisfeitos com ambos os lados, mas dando um prejuízo ainda maior para a turma canhota.

Para ter sucesso Reguffe não precisa de qualquer apoio do PV, PT ou PSB. Até mesmo escolhendo um vice decorativo e sem expressão, ele mete medo em seu principal adversário. 

Caso o senador mude o curso e ligue a seta para o lado esquerdo da capital, uma possível mudança ou convergência explícita poderá lhe custar a tesourinha do monumental que o levará ao Buriti!

O que temos hoje?

Rafael Parente
PSB lançou Rafael Parente como pré-candidato ao GDF.

Leila Barros
A senadora Leila Barros (Cidadania-DF) foi eleita em 2018 e é cotada como pré-candidata ao GDF.

Izalci Lucas
No PSDB, Izalci Lucas lançou sua pré-candidatura ao Buriti e garante seguir com o projeto até outubro.

Paula Belmonte 
Pretende disputar o governo numa eventual desistência de Reguffe

Do jeito que as coisas andam por aqui, não será surpresa convidarem o tal do ex-morador de rua para disputar uma vaga ao Buriti, pois o atual governador e Reguffe já estão bem distantes dos demais, restando aos mais desesperados recorrer ao fenômeno midiático sem noção para terem uma mínima chance de vitória.

Imagem: Reprodução/Instagram