O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decide hoje se vai alterar, e em quanto, a taxa básica de juros do país, a Selic. A expectativa do mercado é de alta de 1,5 ponto percentual, chegando a 9,25% ao ano. Com isso, a taxa terminará 2021 no mesmo patamar de julho de 2017, quando iniciou uma sequência de quedas que se intensificou em 2019. Por trás desse retorno a patamares elevados está a tentativa do Banco Central de conter a inflação. O último dado do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), foi divulgado em outubro, e registrou a maior alta para o mês desde 2002. Já no acumulado de 12 meses, o índice chegou a 10,67%, maior valor desde janeiro de 2016. Para analistas, a alta que deve ocorrer é reflexo de uma continuidade da tendência de alta da inflação, que tem se mostrado persistente. Com isso, o movimento já afeta as expectativas para inflação e juros tanto para 2022 quanto para 2023.