Ainda faltam mais de nove meses para as eleições de 2022, mas o mercado financeiro, que gosta de se antecipar, já começa a discutir seu candidato preferido. Ao longo das últimas semanas, assistimos inúmeros debates com integrantes influentes do mercado, como CEOs, economistas-chefes de bancos e presidentes de instituições financeiras, além de analistas de mercado e casas de análise. A principal percepção negativa do mercado é de que o país está dividido entre os que se decepcionaram com o atual presidente Jair Bolsonaro e os que têm medo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O que não tem hoje é o quadro de quatro anos atrás, quando o mercado não pestanejava em relação a Bolsonaro. Hoje o mercado já sabe que Bolsonaro é um presidente populista. Um ponto crucial é a definição do vice-presidente na chapa de Bolsonaro, que pode tanto favorecer Lula, quanto um candidato de terceira via, mas se for bem escolhido poderá dar ao presidente uma silhueta diferenciada frente ao mercado – opção que seria o "sonho de consumo" do mercado, mas por ora parece pouco factível.