O presidente da CPI da Covid, senador Omar Aziz (PSD-AM), fez questão de expôr nesta segunda-feira (18) o péssimo e tumultuado ambiente dentro do grupo conhecido como G7 da comissão. O descontentamento se deu por causa do vazamento e das divergências a respeito do relatório final dos trabalhos. Renan vazou o relatório para a imprensa antes de qualquer reunião com os outros integrantes do G7. 

Aziz não poupou palavras e atacou diretamente a postura do relator Renan Calheiros (MDB-AL), que teria ignorado um acordo fechado dentro do chamado G7. Disse que “ninguém é dono da verdade” para impor um relatório aos demais. Ficou clara a vontade e a intenção de colher dividendos politicos largando na frente dos outros senadores. Ficou difícil até mesmo para a imprensa parcial defender a atitude do senador alagoano. O tom de vingança no relatório é nítido! 

O fim da comissão estava previsto para esta semana com a leitura do relatório final na terça-feira (19), com a votação do documento marcada para o dia seguinte.

O motivo de não votar o relatório? Claro que já falamos sobre o motivo, mas queremos salientar o vazamento seletivo de alguns dos principais pontos do relatório final! Esse é o Renan. Como diz o senador Marcos Rogério (que sempre acusou Renan de vazamento seletivo) "vai vendo Brasil", pois está valendo  qualquer coisa para provocar o indiciamento do presidente Jair Bolsonaro pelo crime de genocídio contra a população originária, indígena.

O G7 está ruindo, o relatório do senador Marcos Rogério vai ganhando fôlego e pode até mesmo ter pontos acatados pelo grupo oposicionista. 

É BOM LEMBRAR! No Reino Unido o primeiro ministro Boris Jhonson foi alvo de duras críticas no texto do relatório do parlamento britânico, mas não foi indiciado por qualquer crime. No Brasil, tudo é diferente! Na CPI da Covid a palavra de ordem é criminalizar, prender e desmoralizar. Talvez para esconder a corrupção denunciada do consórcio nordeste. No Reino Unido uma visão crítica da pandemia, enquanto no Brasil, uma verdadeira caçada ao mito no intuito de retornar e manter as velhas raposas da política brasileira.