A CPI da Pandemia ouve nesse momento o ex-assessor do Departamento de Logística do Ministério da Saúde, Marcelo Blanco. Exonerado da pasta em janeiro, o tenente-coronel teria participado de um encontro no qual a proposta de pagamento de propina na comercialização da vacina AstraZeneca teria sido feita. A convocação foi solicitada pelo senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE). No pedido, o parlamentar quer esclarecer "a notícia veiculada pelo jornal Folha de S. Paulo de que o governo Bolsonaro teria pedido propina de um dólar por dose de vacina por meio do diretor de logística do Ministério da Saúde, Roberto Ferreira Dias”. 

No dia 1º de julho, o cabo da Polícia Militar de Minas Gerais Luiz Paulo Dominghetti confirmou durante depoimento à CPI que recebeu pedido de propina de US$ 1 por dose de Roberto Dias em troca de assinar um contrato de venda de vacinas AstraZeneca com o Ministério da Saúde.