Os senadores nesta quarta-feira (9), ouvem Jailton Batista, diretor-superintendente da indústria farmacêutica Vitamedic, que comercializa a ivermectina, um dos medicamentos do chamado “kit covid”. Com esse depoimento, os senadores pretendem apurar se houve beneficiamento de empresas de medicamentos na promoção e comercialização desse medicamento.

Segundo relatório enviado à comissão pela própria empresa, os quantitativos de ivermectina produzidos pela Vitamedic aumentaram em 1.105% entre 2019 e 2020, partindo de 24,6 milhões de comprimidos para 297,5 milhões. O preço médio também subiu: de R$ 73,87 para R$ 240,90, aumentando o valor praticado em 226%. O faturamento, no mesmo período, foi de R$ 15,5 milhões para R$ 469,4 milhões, também apresentando um aumento de 2.925%.

Segundo o presidente da CPI (sem provas concretas apresentadas), o senador Omar Aziz (PSD-AM), a empresa também financiou a publicidade desses medicamentos em veículos de comunicação. "Bancou publicidade para vender remédio sem eficácia nenhuma, e que cria no ser humano sequelas e questões muito sérias. (...) Isso é crime contra a vida, crime seríssimo", disse o presidente à CNN.

As publicidades foram atribuídas ao grupo Médicos pela Vida que defendiam não só a ivermectina para o tratamento contra o novo coronavírus, mas também cloroquina, zinco e vitamina D. Em opinião pessoal, devo dizer que tive Covid-19 em duas oportunidades e fiz uso do “kit covid”, estou aqui para relatar que tudo ficou bem, mas os senadores buscam a demonização daqueles que queriam dar uma resposta mais rápida para a sociedade ignorando estudos internacionais sobre a eficácia do “kit covid”.

Com o depoimento de Jailton Batista, os senadores dão uma pausa de um dia nas investigações acerca dos supostos esquemas de corrupção em torno das negociações de imunizantes contra a covid-19 e voltam os olhos para o tratamento precoce, mas sem dar aos brasileiros respostas ou convocações sobre as irregularidades no Consórcio Nordeste.