Linguagem neutra é uma invenção de militâncias que pretendem tumultuar o idioma com suas vontades tão profundas como uma poça de cuspe. De acordo com vários professores de linguística, não se pode confundir língua e gramática, pois o bom falante não é aquele que reproduz as regras gramaticais, na verdade, o bom falante é aquele que escolhe a variante de acordo com a necessidade. Sabemos que não há uma nação que fale exatamente como a gramática impõe, mas a neutralidade da língua extrapola os limites nos colocando diante de algo que não se encaixa em nosso idioma. 

Enquanto os extremistas, esquerdistas, militantes e afins brigam para impor sua vontade, o Brasil segue sofrendo com uma juventude que fala "subaco, poblema, mortandela, bicicreta, menas e seje". Não devemos nos importar com a linguagem neutra, mas com a alfabetização correta de milhões de brasileiros que mesmo na faculdade ainda conseguem "zoar" nossa língua. Discutir essa temática nos tira do foco e dilui nossa vontade de resolver os problemas mais simples. Se você acha que eu estou exagerando, veja o exemplo que darei mesmo sem ser um expert em língua portuguesa e gramática.

A palavra "cozinheire" se pronunciada a partir da linguagem neutra, ainda precisará gramaticalmente usar artigos como "a cozinheire" e "o cozinheire" para fazer sentido. Não dá para usar "e cozinheire" porque "e" já é uma conjunção (e uma das mais importantes do idioma), criar esse tipo de sobreposição pioraria muito a habilidade de comunicação da língua. Seríamos considerados verdadeiros idiotas linguísticos.

Ao refletir sobre o assunto só posso chegar a seguinte conclusão. O Brasil regride ao avanço da vontade desenfreada das minorias.