A CPI da Pandemia ouvirá logo mais o ex-diretor do Departamento de Logística do Ministério da Saúde Roberto Ferreira Dias sobre denúncia que o acusa de pedir propina para autorizar a compra de vacinas. 

A denúncia foi feita pelo policial militar de Minas Gerais Luiz Paulo Dominghetti ao jornal "Folha de S.Paulo" e reafirmada à CPI. Durante o depoimento, Dominghetti - que se apresenta como representante da empresa Davati Medical Supply - disse ter recebido um pedido de propina para a compra de 400 milhões de doses do imunizante. Ainda de acordo com o policial, o ex-diretor do Ministério da Saúde teria cobrado US$ 1 por dose.

No entanto, vale lembrar o ex-diretor do Departamento de Logística do Ministério da Saúde Roberto Ferreira Dias. Foi exonerado do cargo na semana passada logo após surgirem as suspeitas de que ele teria pedido propina para autorizar a compra da vacina AstraZeneca pelo governo federal. Exonerado, Roberto Dias, nega as acusações.

O depoimento de Roberto Dias é mais um daqueles que chegam para tentar colocar lenha em uma fogueira quase apagando. O governo respondeu as denúncias com aquilo que era esperado, a exoneração. O servidor não poderá contribuir em nada para que a responsabilidade seja colocada sob os ombros do governo federal, mas sabem como é o senador Renan e o seu querido castrate de estimação! Parece que veremos mais uma sessão de crescimento capilar naquilo que a galinha generosamente nos fornece todas as manhãs nesta CPI. Enquanto o cabelo nasce no ovo, os recursos federais não são rastreados ou investigados, o querido Ricardo Barros (que está ávido para ser chamado) não é chamado, e o recesso vai chegando para passar a máquina zero no já cabeludo ovo cultivado pela CPI. 

O objetivo da CPI não tem se mostrado sério, o relator é pai de um governador, este governador participa do consórcio nordeste e muito suspeito de irregularidades acerca dos tais recursos federais ainda não rastreados e ainda temos que assistir a contenda amazonense que surge como prévias para o governo do estado, tudo isso no palco da CPI. Olha que nem vamos tratar aqui sobre o desvio de objeto da CPI.