Muita gente pergunta se vai sair ou não? Eu digo que não sai! A afirmação se dá por um simples fato. A oposição prefere um desgaste em fogo baixo do presidente utilizando os movimentos sociais como principal ferramenta colaborativa. 

Mas os vários pedidos entregues nos últimos dias? Mais uma vez a oposição usa para suas manobras os movimentos que se unem contra o presidente. Os artistas não querem mais ser importunados com investigações e revisões dos processos da lei Rouanet, os estados que possuem governo de oposição estão com medo da convocação para prestar esclarecimentos sobre o uso de verbas federais na pandemia.  É normal que as pressões sejam feitas e lastreadas por grupos como estes. Até aí tudo dentro do esperado!

Um impeachment hoje não beneficia o país em nada, pois toda a evolução econômica e de investimentos conquistada logo após o processo que culminou com o impeachment da presidente Dilma seria jogada fora e faria o Brasil mergulhar nas trevas de uma retração que não seria resolvida nem nos próximos 30 anos. A instabilidade gerada pelo processo é extrema! Não vejo a aprovação do pedido e nem dos superpedidos como algo concreto e palpável, pois não existe a materialidade que comprovam os supostos crimes de responsabilidade até aqui apresentados. São palavras ao vento, muito por serem vistos como processos para "encher linguiça". 

Mas como ficariam as eleições? A oposição não terá como derrubar o presidente Bolsonaro, assim, terá que se contentar com a via comum das eleições, está, seria Lula, seguido por uma terceira via que até agora só apresentou o fraco Datena como possível nome. Talvez o processo eleitoral seja duro e muito apertado, mas já podemos começar a pensar em um novo mandato do presidente Bolsonaro. Algo que certamente irá contrariar todos os opositores do presidente. E farão chover ainda mais processos de impeachment.

E o Parlamentarismo? Quem lembra de 1993, onde foi discutido o plebiscito que tinha como proposta central a volta da monarquia ou a manutenção da República? Você vai perceber que o Parlamentarismo deverá seguir o mesmo caminho no Brasil. O tal plebiscito no passado foi prometido por Benjamin Constant quando houve a virada de regime monarquia/República, mas a coisa foi sendo deixada de lado e a consulta popular só ocorreu um século mais tarde, em abril de 1993, 103 anos após o dia 15 de novembro de 1889. Não creio que a consulta sobre o Parlamentarismo vá demorar mais um século, mas certamente não será nos próximos 10 anos. A receita republicana faz bem ao usurpadores e aos larápios de plantão que rondam os governos legitimamente constituídos.

Voltando ao impeachment... Fique tranquilo, pois a queda do presidente não é cogitada pelo Senado ou pela Câmara, só está na cabeça da oposição que possui o objetivo de fritar Bolsonaro. Eles terão que enfrentar o mito novamente nas urnas, e que vença o melhor!