Hoje pode até não ter prisão, pois as negociações para que a liberdade fosse garantida foram muito bem executadas. Os senadores certamente irão pressionar psicologicamente a depoente para obter as informações que julgam pertinentes. Além de Medrades, os senadores também pretendem ouvir o sócio-administrador da mesma empresa, Francisco Maximiano. A Precisa Medicamentos é apontada como a responsável por intermediar a negociação entre o Ministério da Saúde e a farmacêutica indiana Bharat Biotech para a aquisição da vacina Covaxin.

INVOICES – O termo do momento vem dando pano pra manga e a diretora-executiva da Precisa Medicamentos, Emanuela Medrades, disse ter encaminhado “as invoices e alguns documentos” ao governo no dia 18 de março. Essa também foi a data apontada à CPI da Pandemia pelo servidor público Luis Ricardo Miranda e pelo consultor técnico William Santanna como o dia em que acessaram o primeiro faturamento de importação da vacina indiana Covaxin, negociada pelo Ministério da Saúde. Em um documento registrado em cartório pela Precisa, conforme revelou a analista Thais Arbex, o sócio da empresa, Francisco Maximiano, afirmou ter enviado a invoice ao Ministério em 22 de março, dois dias após a data apontada pelo deputado Luis Miranda e seu irmão.

UM DEPOIMENTO NORMAL – O relator, membros do G7 e outros entusiastas da CPI estão assistindo ao depoimento que mais colocam as coisas no campo da normalidade. Percebemos que não existiu qualquer tipo de irregularidade evidente, mas os senadores não deixaram a depoente em paz até que algo contraditório seja dito por ela.

ACOMPANHE A CPI