A ex-coordenadora do Programa Nacional de Imunizações (PNI) do Ministério da Saúde, Francieli Fantinato, presta depoimento na CPI da Covid nesta quinta-feira (8), e ao chegar ao plenário da CPI se negou a prestar juramento de falar a verdade na comissão. Guarde essa informação!

Mesmo diante da negativa do juramento os senadores do G7 resolveram presentear a interrogada com a retirada de seu nome da lista de investigados após a mesma dançar a música que a CPI vem tocando com veemência. Estaríamos diante de uma delação premiada na CPI?

Devo dizer que, como brasileiro, acabei de assistir um ato que julgo desonesto e baixo protagonizado pelos senadores do G7. Pois não deveríamos ver alguém que se nega ao juramento ser amplamente ovacionado em um plenário lotado de parlamentares eleitos com a soberania do nosso voto.

Como saber se ela está de fato falando a verdade senadores? Claro que não há! O desvio de finalidade é flagrante e nunca foi tão necessário a apresentação de um voto em separado para combater os desmandos executados na comissão pelo grupo dos G7. Quando se fala aquilo que os senadores do G7 querem ouvir as benesses são infindas, tal como em uma delação premiada.

Não temos como seguir outra linha de raciocínio, uma vez que, parece que estamos diante de um depoimento previamente articulado para que culminasse em sua troca de condição. Agora a investigada foi rebaixada para testemunha, a quebra dos sigilos também foi suspensa e o juramento? Se falar o que eles querem ouvir, isso não passa de um mero detalhe!

Sabe o que o G7 mais quer ouvir? Foi culpa do Bolsonaro.