A segunda semana de trabalhos da CPI da Pandemia foi quente ao extremo. Sem realizar o depoimento mais aguardado pelos inquisitores, o de Eduardo Pazuello, a CPI da Pandemia ficou impossibilitada de coletar informações daqueles que são considerados os dois dos seus principais assuntos: a compra de vacinas contra a Covid-19 e a falta de oxigênio para pacientes internados em Manaus em janeiro deste ano. 

Os ex-ministros Mandetta e Teich, e o ministro Marcelo Queiroga testemunharam sobre os temas de forma superficial, mas todos amparados pelo fato de terem sido ministros antes do desenvolvimento dos imunizantes, enquanto o atual ocupante do cargo ocupa o posto há apenas dois meses. No lugar das vacinas, entraram os questionamentos sobre as comprovações cientificas da prescrição da hidroxicloroquina para tratamento da COVID-19, também foi discutido o distanciamento social e a autonomia que os profissionais técnicos do Ministério da Saúde tiveram durante a pandemia.

Em muitos momentos o relator interpelou a testemunha de forma inadequada, mostrando em vários momentos que o relatório é parcial e já tem um destino certo. Até mesmo o presidente da comissão e seu vice, deixam escapar em vários momentos suas inclinações contra o governo federal. A CPI será somente um rito obrigatório para um resultado que já sabemos qual será. O resumo ao final do dia? Santos de um inquisição nada santa.