A Cúpula de Líderes sobre o Clima reunirá hoje (22/4) dezenas de representantes das principais economias do mundo para discutir formas de frear o avanço do aquecimento global e de reduzir os impactos das mudanças climáticas no planeta.

Promessa de campanha do presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, a Cúpula de Líderes sobre o Clima reunirá dezenas de representantes das principais economias do mundo nesta quinta e sexta-feira (23) para discutir formas de frear o avanço do aquecimento global e de reduzir os impactos das mudanças climáticas no planeta. A consequência mais óbvia e certa desse movimento para a economia, seria o retorno de investimentos externos, cujo volume tem sido prejudicado por um avanço do risco-país.

O governo Bolsonaro é simpático aos temas que serão tratados na cúpula do clima e a última versão do discurso que o presidente Jair Bolsonaro fará na Cúpula de Líderes contém três anúncios considerados os grandes sinais que o governo brasileiro pretende fazer ao mundo para demonstrar a guinada na política ambiental. O primeiro é pelo menos duplicar recursos para a fiscalização ambiental, cujo valor hoje é de R$ 115 milhões. O segundo é a antecipação da neutralidade climática de 2060 para 2050, o que significa zerar o balanço das emissões de gás carbônico. Pelo Acordo de Paris, o Brasil se comprometeu a fazer isso até 2060. O terceiro é assegurar que haja uma meta em percentual de redução do desmatamento ilegal já para 2021.

Mas o Brasil não conseguirá avanços consideráveis nas pautas climáticas sem contar com apoio internacional. Para garantir o avanço e tirar o projeto do papel, será necessário um recurso na ordem de US$ 1 bilhão que será solicitado aos Estados Unidos para combater o desmatamento na Amazônia. O projeto prevê que parte dos recursos seja usada para bancar dez batalhões da Força Nacional durante um ano. De acordo com a proposta, o efetivo de 3.500 homens se somaria a 1.500 bombeiros e 3.300 brigadistas do IBama e do ICMBio. O plano do ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, será apresentado ao governo norte-americano na Cúpula dos Líderes sobre o Clima, encontro convocado pelo presidente dos EUA, Joe Biden. A proposta também prevê a contratação e treinamento de 10 mil homens para atuar como guardas-parques em unidades de conservação. A ideia do governo brasileiro é que esses possíveis contratados sejam tirados das atividades ilegais e passem a atuar na fiscalização da floresta.