O saque de 2 de junho de 455, foi feito pelas mãos dos vândalos, então em guerra com o usurpador Imperador Romano do Ocidente, Petrónio Máximo.

Em 455, o rei vândalo Genserico navegou com sua poderosa frota da sua capital em Cartago, até o Tibre e ao chegar finalmente saqueou Roma. O assassinato e e usurpação do trono do imperador anterior (Valentiniano III) por Petrónio Máximo no mesmo ano foi visto por Genserico como uma invalidação de seu tratado de paz de 442 com Valentiniano.

Com a chegada dos vândalos, de acordo com Próspero, o Papa Leão I implorou a Genserico para não destruir a antiga cidade ou assassinar seus habitantes. Genserico concordou e as portas de Roma foram abertas para ele e seus homens. Maximus, fugiu em vez de lutar com os vândalos, mas foi morto por um romano fora dos limites da cidade.

Em estudos históricos é aceita a versão em que Genserico saqueou grandes tesouros da cidade, e também que tomou a viúva de Valentiniano, imperatriz Licínia Eudóxia, e suas filhas como reféns. Uma dessas filhas foi Eudócia, que mais tarde casou-se com Hunerico, filho de Genserico. A outra era Placídia, esposa de Olíbrio.

Há, porém, algum debate sobre a severidade do saque vândalo. O saque de 455 é geralmente visto por historiadores como sendo mais destruidor que o saque de 410 pelos visigodos, porque os vândalos permaneceram em Roma por catorze dias, enquanto que os visigodos permaneceram apenas três.

A causa de maior controvérsia, porém, é a alegação de que o saque foi relativamente "limpo"', e que não houve muitos assassinatos e violência, e os vândalos não queimaram edifícios na cidade. Esta interpretação parece vir da alegação de Próspero, de que o Papa Leão conseguiu persuadir Genserico a conter a violência de suas ações.

Porém, Vítor de Vita registrou quantos carregamentos de cativos chegaram à Africa vindos de Roma, com o propósito de serem vendidos como escravos. Similarmente, o historiador bizantino Procópio relata que ao menos uma igreja foi destruída durante o saque dos vândalos.