A divulgação do vídeo parece que irá ocorrer de qualquer forma, seja na íntegra ou em partes, mas não devemos esquecer de frases nada litúrgicas do ex-presidente Lula e também da ex-presidente Dilma em que também não seguiram a liturgia que o cargo merece. Foram todos pegos em um momento de desabafo como qualquer um de nós temos. Eu seguirei a liturgia do meu blog e não colocarei na íntegra as palavras dos dois presidentes citados anteriormente e nem mesmo do presidente Bolsonaro.

Para o nosso leitor, portanto, deve haver pouca novidade na divulgação do vídeo, pois o JN já vem curtindo essa notícia na mídia tal como um couro em um curtume, mas a reação da sociedade será previsível! Irá estourar uma verdadeira guerra política e ideológica em meio a pandemia, o Brasil ainda apoia em sua maioria o presidente e estes irão para as ruas proclamar esse apoio, pois a fala gravada do presidente e de seus ministros refletem o que muitos cidadãos brasileiros consideram ser o correto.

A TV, na quarentena, ainda é forte formadora de opinião nos lares das famílias brasileiras, mas algumas emissoras já caíram em desgraça ao emitirem suas opiniões tendenciosas.

A âncora do jornal "Edição 10" da Globo News chegou a dizer em grande estado de alegria que "queria ser uma mosca para saber o que o Ministro Celso de Melo estava pensando em fazer com o caso".

Muitos assistirão o presidente exigindo em tom veemente e exaltado as providências em seu governo. Sabemos que o presidente Bolsonaro foi eleito sob a promessa de defender valores familiares, mas a defesa de tais valores seriam defendidos a todo custo como ele mesmo prometeu em vários discursos de campanha.

De acordo com os relatos vazados, a reunião ministerial do governo ocorrida em 22 de abril, o encontro teve um tom de forte cobrança. E o presidente diz que as investigações da Polícia Federal querem “f.....r sua família” em relação ao ato de perseguição contra seus familiares. Também foi dito algo sobre “colocar nas h......das” expressão utilizada para alegar que alguém está prejudicando o outro, no caso, o presidente. Por último chamou os governadores João Doria de “bosta” e Wilson Witzel de “estrume”, mas vimos ontem o perfil comportamental de João Dória durante a reunião com governadores dos Estados, onde o governante de São Paulo não deixa claro ao presidente o que fala sobre ele quando não estão olho no olho. O termo usado pelo presidente é exagerado, mas não podemos tirar sua íntima razão. Isso é ter liberdade para se expressar!

Outros participantes da reunião também estavam exaltados com a situação atual do Brasil, o ministro da Educação, Abraham Weintraub, disse que “tem que mandar todo mundo para a cadeia, começando pelos ministros do STF”. A ministra da Mulher, da Família, e dos Direitos Humanos, Damares Alves, defendeu a prisão de prefeitos e governadores que decretaram o isolamento social. O ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, acusou a China de fabricar o coronavírus em um plano de domínio global (Este blog possui uma conversa com um correspondente chinês em que fica claro o cenário de manipulação comentado pelo ministro). A China é o maior parceiro comercial do Brasil hoje e poderá a qualquer momento solicitar a renegociação de contratos por conta da situação econômica mundial, deixando o Brasil sem saída, tornando o país refém do capital chinês e inclinado a aceitar uma renegociação de cunho contratual.

Temos que ter muita cautela e responsabilidade nas previsões sobre como a divulgação do vídeo afetará os rumos da política nacional e ditará as ações do Congresso. É possível que o um maior desgaste da imagem do presidente seja alcançado nas próximas semanas, mas tal desgaste se dará em alas em que o presidente já não contava com apoiadores.

A história mostra, no entanto, que é preciso força do presidente e extrema cautela para passar por este período conturbado e aos poucos mostrar que o Brasil está acima de tudo. Os governadores estão desintegrando as economias dos Estados, mas mesmo em meio ao caos financeiro podemos perceber uma insistente explosão de confiança do governo federal para que o Brasil possa sair rapidamente desta crise financeira dando fôlego aos geradores de emprego e renda de todo o país.

Os veículos de comunicação poderão tentar arranhar a imagem do presidente, mas não poderão tirar dele seu legítimo direito de lutar pelo país.