O termo jabuti no linguajar interno do poder legislativo em todas as suas esferas, significa colocar um texto estranho e escondido dentro de  uma proposição completamente regular e sem qualquer tipo de suspeita.

Foi o jabuti de 16 parlamentares da CLDF que por muito pouco não meteu a mão em mais uma vultuosa quantia dos recursos público bancados por cada um de nós.

A sociedade estava de olho e prontamente o jabuti foi questionado, fazendo com que quatro deputados distritais apresentassem (com muita vergonha) um requerimento pedindo a anulação da votação do projeto e também acionaram a Justiça para derrubar o ato. Eles alegam que a análise da proposta ocorreu de forma irregular.

A proposta foi aprovada na noite de quarta-feira (21) e prevê que os ex-deputados e parentes deles sejam beneficiários do plano, de forma vitalícia. Para isso, devem pagar mensalidade de R$ 744 (que seriam reajustadas para um valor ainda maior logo após entrar em vigor). Na votação, o texto foi aprovado com 16 votos favoráveis e seis abstenções (veja abaixo como votou cada parlamentar).

Lembrem-se dos nomes abaixo para que você não cometa o erro de votar novamente nestas figuras que adoram criar jabutis.

Entre os 22 distritais presentes na votação, 16  APROVARAM a alteração:

Claudio Abrantes (PDT)

Daniel Donizet (PSDB)

Delegado Fernando Fernandes (Pros)

Delmasso (Republicanos)

Eduardo Pedrosa (PTC)

Hermeto (MDB)

Iolando (PSC)

Jaqueline Silva (PTB)

José Gomes (PSB)

Júlia Lucy (Novo)

Martins Machado (Republicanos)

Rafael Prudente (MDB)

Reginaldo Sardinha (Avante)

Robério Negreiros (PSD)

Roosevelt Vilela (PSB)

Valdelino Barcelos (PP)

Houve seis abstenções, dos deputados:

Reginaldo Veras (PDT)

Leandro Grass (Rede)

Chico Vigilante (PT)

Arlete Sampaio (PT)

João Cardoso (Avante)

Fábio Felix (Psol)

Outros dois distritais não estavam presentes: Jorge Vianna (Podemos) e Agaciel Maia (PL).

Pedido de anulação

No pedido de anulação da votação, apresentado à Mesa Diretora da CLDF nesta quinta (21), os distritais alegam que a votação não pode ser válida, já que a proposta foi analisada sem estar prevista na pauta da sessão de quarta.

O custo do plano de saúde é complementado com recursos públicos. Desde 2018, sem o alcance aos ex-deputados, a Câmara Legislativa gastou R$ 34 milhões com o benefício.

De acordo com o texto aprovado, para ter acesso ao plano de saúde após o desligamento da CLDF, os beneficiários devem ter, no mínimo, dois anos de contribuição, além de solicitar a permanência no convênio em até 30 dias após a exoneração. Ex-comissionados poderão ficar no plano por um ano.

Vamos continuar de olho nos jabutis que habitam os textos da CLDF.