Um estudo assinado por pesquisadores da Universidade Harvard, nos Estados Unidos, está colocando os países do mundo em alerta. O estudo avalia a necessidade de um distanciamento social prolongado ou intermitente até 2022. O estudo foi publicado na última terça-feira (14/04) pela revista Science, especializada em artigos de cunho científico.

Os pesquisadores coletaram dados sobre o Sars-Cov-2 na busca por entendimento de como o novo vírus deve se comportar ao persistir na população humana após a etapa inicial da pandemia.

Estudiosos supõem, que a dinâmica de transmissão pandêmica e pós-pandêmica vai depender de fatores como, por exemplo, o grau de imunidade que as pessoas desenvolverem em relação à doença e a intensidade das medidas de controle.

Os pesquisadores também prevêem a recorrência de surtos do Sars-Cov-2 no inverno após a onda mais grave da pandemia. Em suma, mesmo no caso de eliminação aparente do vírus a vigilância sobre a doença deve ser mantida. 

É correto afirmar que um ressurgimento do vírus ou mutação do mesmo pode ocorrer a qualquer momento, mas cravar que temos que ficar em isolamento social total ou intermitente até 2022 é um exagero diante do avanço científico do último século.

Os pesquisadores parecem subestimar suas próprias competências ao assustar a população global com um estudo no mínimo cercado de suposições.

Os países estão sangrando suas economias adotando medidas de distanciamento social que longe do campo da suposição irão afundar suas economias no lamaçal da maior recessão econômica que o mundo já viu.

Se foi um golpe chinês para derrubar as economias do mundo resetando o cenário econômico mundial, nunca saberemos. Mas podemos afirmar que ao sair do isolamento primeiro, sua chance de dominar e assumir o protagonismo econômico mundial é real e bem distante de um cenário hipotético. 

O mundo já dobra os joelhos diante dos chineses devido a necessidade de equipamentos e insumos  hospitalares produzidos pelo país que detém a maior produção mundial do setor. Na verdade, seria mais um setor dominado pelo mercado chinês.

Trazendo para a nossa realidade, podemos compreender a pressa do Presidente Bolsonaro em levantar as restrições, pois o Brasil poderá surfar na mesma onda chinesa e sofrer um pouco menos economicamente. Cada dia de espera será uma posição a menos na nova formatação do cenário econômico mundial. Estamos nos tornando um país miserável ao matarmos nossa economia.

A preocupação com a vida é legítima, mas em breve não teremos o que dividir com nosso próximo, pois faltará para nós mesmos.

Bruno Diniz - Historiador e Especialista em Ciência Política