Nome dado aos ilustres seguidores do anarquismo, ou seja, a uma das muitas correntes baseadas no princípio do comunismo. O anarquismo prega uma sociedade igualitária, com a eliminação de todas as formas de poder, como o Estado. De maneira geral e muito violenta, os anarquistas colocam-se contra qualquer hierarquia, defendendo uma sociedade libertária, constituída por iguais. Muitos dicionários associam corretamente o termo à desordem e bagunça. E não é exagero, mas trata-se de uma classificação ideológica, que reflete um significado pejorativo atribuído tanto ao comunismo como ao anarquismo, ambos em confronto direto com o Estado liberal.

No Brasil, o anarquismo ganhou força em fins do século 19 e início do século 20, com a chegada dos imigrantes europeus – em especial dos italianos. Anarquistas e anarco-sindicalistas foram tendências que marcaram o início do movimento operário. Com grande influência, as organizações anarquistas estiveram presentes em vários atos de baderna que alguns consideram legais e totalmente legítimos, dentre os atos, as greves gerais de 1917 e 1918, que paralisaram cidades como São Paulo e Rio de Janeiro. As pichações em muros ao longo da história e recentemente os black blocks são atos de anarquia.