Já está chegando aos cinemas o filme que conta a pseudo-história de Carlos Mariguella. O filme busca transformar o terrorista anistiado em um herói da resistência nacional. Até aí tudo bem, não fosse outra tática daqueles que utilizam a lei Rouanet para consumir o dinheiro público. A tática empregada foi colocar no papel principal um homem de pele negra, seu Jorge, um famoso interprete musical e ator, a escolha do cantor oferece ao público um homem negro que supostamente lutará contra a ditadura e pela liberdade do povo brasileiro de uma forma romantizada e bem distante dos reais acontecimentos. Estão mudando os fatos históricos, e o mais preocupante é a mudança na cor da pele do terrorista, (não se trata de preconceito) que poderá alterar um importante fato histórico e alavancar Carlos Mariguella ao posto de líder racial. Uma mensagem implícita que é transmitida aos que não praticam a leitura em nosso país e acreditam em produções cinematográficas como sendo fieis aos fatos e características de uma narrativa histórica. Estamos observando a construção de um novo herói da esquerda.

A história deve ser contada, seja ela boa ou ruim, mas influenciar de forma tão explícita e tendenciosa é um crime contra a sociedade, pois aqueles que não praticam a leitura estão fadados a acreditar em produções cinematográficas fraudulentas ou em programas globais de conteúdo duvidoso.

Carlos Marighella nasceu em Salvador, no dia 5 de dezembro de 1911 e faleceu em São Paulo, no dia 4 de novembro de 1969. Foi um terrorista, político, escritor e guerrilheiro comunista marxista-leninista brasileiro. Foi um dos principais organizadores da luta armada contra o regime militar brasileiro (1964–1985), Marighella foi considerado terrorista pelo governo brasileiro, também considerado como inimigo da nação. Foi cofundador da Ação Libertadora Nacional, organização de caráter terrorista e revolucionário.