Anhanguera foi o apelido dado a Bartolomeu Bueno da Silva, um aventureiro português, nascido em tese na capitania de São Paulo, mas também dizem que não é conhecido e preciso o local de seu nascimento por volta de 1672. Quando ele desbravava o interior brasileiro, entrou pelo sertão de Goiás aprisionando índios para comercializá-los como escravos. Diante do temor dos índios e cientes das capturas, mas muito além por razão de uma lenda que reza que Bartolomeu ateou fogo em sua botija de água ardente e jogou a pinga flamejante num rio como ameaça de fazê-lo pegar fogo! Depois ameaçou atear fogo em todos os outros rios. Com o fato ocorrido Bartolomeu obrigou os índios, (estes com muito medo), a levar sua comitiva imediatamente ao local onde existia ouro em abundância. Depois desse fato, Bartolomeu Bueno ficou conhecido pelos índios como Anhanguera, que significa "diabo velho". 

Teve participação importante como um dos líderes da Guerra dos Emboabas (1707 a 1709) que foi um confronto travado pelo direito de exploração das recém-descobertas jazidas de ouro na região onde hoje encontra-se o estado de Minas Gerais. O conflito contrapôs os desbravadores vicentinos e os forasteiros que vieram depois da descoberta das minas. O fim de Anhanguera não é tão claro para a história, mas alguns relatos nos fazem crer que ele faleceu, provavelmente, em 1740 na cidade de Vila Boa de Goiás.

CURIOSIDADE
Seu filho tinha o mesmo nome e também o mesmo apelido. Seguiu o mesmo caminho do pai, penetrando pelo sertão de Goiás em busca de ouro e índios para capturar e vender como escravos.