Corria o ano de 1886, quando chegou a ponta do Imbuhy (Niterói), na época um lugar totalmente deserto e sem vias de acesso, FLORA SIMAS DE CARVALHO, vinda de Recife, Pernambuco, com seu pai se instalando naquela região. O tempo foi passando e uma aldeia foi ganhando contorno! Era fundada ali a aldeia de Imbuhy, Ali nossa personagem histórica Dona Flora se casou com Francisco Bessa de Carvalho, e tornou-se a matriarca da família Simas de Carvalho, a aldeia entraria muito em breve para a história do Brasil! Mas Dona Flora não ficaria famosa por conta da fundação da aldeia, mesmo com seus descendentes sendo maioria da maioria da população local até os dias de hoje. Ela ficaria famosa por um ilustre pedido... Em 1889, o então Presidente da República Marechal Deodoro da Fonseca, após proclamação da mesma e necessitando de alguém que confeccionasse a primeira bandeira do Brasil, fez o convite a D. Iaiá, (apelido de D. Flora dado carinhosamente por amigos e familiares), que na época com apenas 16 (dezesseis) anos, já era conhecida como excelente bordadeira e cumpriu com brilho e honra a importante missão de dar forma a bandeira nacional. De fato Dona Iaiá colocou seu nome e de sua família definitivamente na História do Brasil. A bandeira que foi bordada por D. Iaiá, subiu ao mastro pela primeira vez no dia 19 de novembro de 1889, em frente ao Ministério da Guerra, hoje Palácio Duque de Caxias. A bandeira bordada por ela, hoje repousa junto ao acervo do Museu Imperial, localizado em Petrópolis-RJ. Infelizmente muitas personagens da história do Brasil são esquecidas pela maioria dos brasileiros. Os livros não valorizam nossa cultura e não retratam com exatidão a verdade dos fatos! É o romantismo de uma história viciada em fabricar heróis. Nossa história não reconhece pessoas como Dona Iaiá... Somos escravos das lindas e garbosas telas e pinturas a óleo de um Brasil que esconde sua bela gente.


Obra ilustrada: Pintura “A pátria” 1909 – Pedro Bruno